terça-feira, 23 de abril de 2013

Depoimentos de Leitura e Escrita


Acredito que todos que pertencem a  geração anos 80, que curtia new wave e muito  rock nacional, tenha tido uma formação como leitor parecida.
A minha não foge de um padrão, primeiro os livros, quase todos da coleção Vaga Lume , leitura gostosa, que fazia nos levar a viagens imaginárias sem sair de minha cidadezinha do interior de São Paulo, depois o despertar para a revista Veja que a escola recebia, gostava muito de ler esta revista,e aos poucos fui me entregando as outras leituras além daquelas recomendadas pelos professores. No “ colégio interno”, fui apresentado aos clássicos da literatura brasileira através de uma professora que foi minha grande inspiradora, como ficávamos muito tempo em um mesmo local e longe da família, os livros tornaram-se meus companheiros.
 Por incrível que pareça, na faculdade não houve muito incentivo, mas como já era um leitor voraz, acabei me aventurando por clássicos da literatura mundial, e também trouxe a tona escritores modernos como Hemingway entre outros.Mas é obvio que minha literatura não ficava somente com estes clássicos, era muito bom ler Agatha Christie, Sidney Cheldon, Paulo Coelho e outras leituras“edificantes”, desta fase ficou a leitura de Como água para chocolate, que já li três vezes e até hoje gosto de retornar para esta deliciosa história de amor.
Hoje estou um pouco afastado da leitura de romances, porque com o passar do tempo vamos construindo outras visões de mundo, novas percepções e com isto mudam-se nossos hábitos de leitura. No momento estou lendo três livros relacionados à pós que estou realizando – Formação em psicanálise, então tenho que ter um olhar para este tipo de leitura.São três livros que recomendo : Subliminar, O homem e seus símbolos e Contratos sagrados.

2 comentários:

  1. Interessante sua história, Ed!
    Assim como você também comecei a ler na década de 80. Tive grande influência da minha família, em especial minha mãe.
    Ao contrário de você, a faculdade proporcionou-me grandes momentos com a leitura, principalmente porque as literaturas lidas na escola não faziam-me sentido. Só fui compreendê-las na universidade...

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  2. Não gostava de ler quando era criança. Porém quando estava na primeira série adorava ouvir as histórias contadas pela professora Telma. Algumas me faziam percorrer Mercúrio até a Via Láctea, e outras histórias me transportavam das galáxias as estrelas criadas por Walt Disney. Mas a professora Juceli da quinta série que foi responsável pela minha comunhão entre as viagens que fazia nas aulas de leitura da professora Telma com as dicas de leituras sugeridas pela professora Juceli. Desse casamento nasceu o primeiro livro lido por mim no ensino fundamental. Pronto! Encantei-me pelo livro “A Ilha Perdida”, onde até hoje as imagens construídas pela imaginação são lembradas, a ilha, o céu, a fazenda... Por isso acho fantástico o depoimento da professora Marilena Chauí quando ela diz “o livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso mundo”. Acabo de me recordar também que a tal aula de ‘desenho livre’ nas aulas de “educação artística” era utilizada por mim para ilustrar tudo o que havia lido. Mostrava meu desenho para a professora de português e ela sempre me pedia para escrever um trecho contando um pouco da história daquele desenho que havia feito. Hoje sei que arte, leitura e escrita nasceram dessa habilidade que meus professores desenvolveram em mim. Faço das palavras de Newton Mesquita as minhas “texto: aquilo que toca a sua essência e detona tantas ideias e fantasias que se torna parte de sua vida”. Pra mim, quem consegue se transportar para o que é lido, consegue enxergar à palavra, o ponto, a essência. Ler, escrever e contar é um processo prazeroso porque há sentido, há vida!

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